domingo, 4 de dezembro de 2011

Preto e Branco? Não, cinza.

Eu não sei se choro, ou se devo vomitar. Cansei de procurar maneiras de colocar isso pra fora, de me livrar. Nunca vai embora, as vezes brinca comigo, vai até a esquina, dá tchauzinho e volta correndo, mais intenso do que nunca. Sempre. Sem querer, eu me encontrei. E não consigo mais ir embora, nem me suportar. Esta sou eu de verdade.

Ninguém nunca vai entender o que se passa, quantas graças se perderam, quantos sentidos não fazem mais. Só quem sente o mesmo é capaz de entender. Essa linha reta, sem motivos, razões, sem futuro, sem vida. Apenas alguns pontinhos de alegria perdidos no mar, implorando "por favor, não". Ops.

Dinheiro, casa, roupas, doces, muitos doces, bichinhos, alguns poucos amigos e... uma vida vazia. Uma fucking vida vazia. Nada do que eu coloque aqui dentro preenche esse vazio. Nem todo o açúcar do mundo. Toda as coisas boas, somadas, não correspondem a 10% da intensidade das coisas ruins. Parece que por menores que sejam, elas sempre são mas importantes. Sempre preenchem mais.

Algumas pessoas merecem ser amadas, e não são. Outras merecem ser odiadas, merecem sofrer, e não passam por isso nem de longe. O mundo é feio, as leis são feias, e livre arbítrio é conto de fadas. E isso é evolução? Seu bando de hipócritas, olhem pra mim, e me respondam se isso é evolução. Isso se chama morte. Eu nunca regredi tanto, nunca estive em uma vibração tão ruim como essa em toda a minha vida. 

Mas obrigada, àqueles que conseguem ver algo bom nessa podridão.
Àqueles que conseguem enxergar em mim aquilo que eu não sou capaz. 


E agora... essa linha reta. Esse nada, nem ninguém.
You had her, now she's going away. Que baboseira.

Quando a vida te decepciona, qual é a única coisa que resta fazer? "Continue a nadar, continue a nadar, pra achar a solução, nadar, nadar." Eu vou nadar até quanto meu corpo aguentar. Se me afogar, ao menos me afoguei porque estava tentando nadar. But, don't worry, eu sei fazer isso muito bem.

...Glub.

Um comentário:

J.F.S. disse...

O tempo resolve tudo. Há momentos no tempo que é assim, só montanhas mais altas que o Everest para ultrapassar. Há momentos no tempo que não podemos fazer mais nada que é comer andar observar e trabalhar, sonhar. Depois as coisas começam a mudar, não à velocidade da luz não à velocidade do ecran, não à velocidade que o teu patrão quer, mas à velocidade da vida, da Terra. Lentamente as coisas começam a encaixar .... se falei demais fala, um abraço tá blub blub gosto de vc, mas isso já sabias.